Histórico da Cia da Casa Amarela

 


O Início

Criada em 1995, na cidade de Catanduva, interior de São Paulo, pelos atores e dramaturgos Drika Vieira e Carlinhos Rodrigues, a Cia da Casa Amarela sempre teve em mente a possibilidade de uma estética que fugisse da ideia menor e generalizada do "teatrinho"  e do "infantilzinho", que menospreza a potencialidade da criança e do adolescente e investiu sem concessões numa dramaturgia séria e diferenciada provocando a reflexão, o estranhamento e a sensibilização de seu público.

Oriundos de outros grupos amadores da cidade de Catanduva, Drika e Carlinhos investiram na profissionalização da Cia. e partiram para um aprendizado constante com apresentações em projetos com escolas, unidades do Sesc e participando de inúmeros festivais, em diversas regiões do Brasil.

Já em 1995, a Cia da Casa Amarela produziu seu primeiro espetáculo,  "A Cigarra e a Formiga" - uma adaptação própria da obra de La Fontaine. A peça conquistou prêmios em festivais de teatro no Estado de São Paulo, incluindo o antigo Festival Nacional, de São José do Rio Preto/SP.


 


Drika Vieira e Ian (sentados na frente)Carlinhos Rodrigues e Jone Vieira (atrás) compõem a Cia da Casa Amarela.

Buscando...

Diante do retorno surpreendente da primeira montagem, Cia da Casa Amarela resolveu investir e buscar maior crescimento e, para a nova produção de 1996, convidou a diretora paulistana Cintia Alves para criar junto  à Cia. o elogiado e premiado espetáculo "Uma História que a Manhã contou ao Tempo para ganhar a Rosa Azul", inspirada no livro "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" (foto ao lado), de Jorge Amado. A peça levou a Cia da Casa Amarela para São Paulo, onde realizou sua primeira temporada paulistana, no Teatro Arthur Azevedo, recebendo excelentes críticas da Folha de S.Paulo e o O Estado de S.Paulo. O espetáculo recebeu o Prêmio APCA [Associação Paulista dos Críticos de Arte] de Melhor Ator, além dos Troféus Mambembe de Melhor Espetáculo, Melhor Texto e Melhor Ator. 


Críticas publicadas nos jornais O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo, elogiando o espetáculo da Cia da Casa Amarela, 1996 

Identidade própria

Após o grande sucesso de "Uma História..."Drika Vieira e Carlinhos Rodrigues apostaram em novo texto de Cintia Alves, "Pedro Paulo Pedregulho" (inspirado em "Cyrano de Bergerac", de Edmond Rostand), em 97 e, no ano seguinte, uma criação extremamente poética inspirada na obra de Cecília Meireles: "O que o Vento sopra...".

Com uma agenda repleta e colhendo belos frutos das montagens anteriores, Drika e Carlinhos resolveram mudar para São Paulo, capital, em 1999, em busca de conhecimento, trocas e aprendizado, procurando desenvolver cada vez mais seu potencial e criar essa identidade própria.

Foi em setembro de 99, que a Cia da Casa Amarela estreou com enorme sucesso de crítica e público, no Teatro Cacilda Becker, em São Paulo, o espetáculo que iria ampliar e concretizar essa busca: "Vincent - por um toque de amarelo", sobre Van Gogh, com texto e direção dos próprios atores.