“Com economia de meios e uma linguagem cênica contemporânea, a peça La Vie en Rose prende a atenção: um texto e interpretação que conseguem tornar presente o confronto entre duas maneiras de sentir e viver a vida (rigidez versus espontaneidade) que podem existir, ou persistir, nas mais diferentes idades; um cenário simples e simbólico, apenas uma cerca separando os dois seres, mas deixando em aberto a sempre possível passagem ao encontro; e um poço, em que ficam guardadas vozes, memórias, e onde vai ser jogado pela menina o ursinho companheiro de sua fase infantil; uma música conhecida e envolvente dando o clima afetivo que quebra o confronto e aproxima os dois seres unidos pela situação comum de riscos e perdas. Enfim, um espetáculo que merece ser visto e foi, sem dúvida, um dos melhores do Festival de Teatro de Blumenau/SC”.

MARIA HELENA KÜHNER

Escritora, Pesquisadora, Dramaturga e Crítica Teatral – Rio de Janeiro/RJ

 

 

 

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"Os medos que a gente tem"    

O ótimo ‘Candim’ vai além da vida de Portinari e trata de temas que remetem à infância de todos nós

 DIB CARNEIRO NETO

Vale a pena se programar para ver a sensibilidade que desfila pelo palco, com texto, pesquisa, concepção e direção a cargo do casal Drika Vieira e Carlinhos Rodrigues.

Quem pensa que vai ver um espetáculo ‘cultural’ maçante, da linha ‘educativa’, surpreende-se ao reparar que como os autores conduziram a história do pintor para um tema mais amplo do universo infantil: o medo. Portinari, chamado de Candim quando era garoto de interior, tinha muito medo de um espantalho que ficava num terreno perto de sua casa. Esse mote leva os autores a lidar, com extremo cuidado, com os medos que são comuns na infância: de barata, de lobisomem e, mais intimamente, de sentir saudade.

Com iluminação suave, cenografia econômica, ritmo calmo, trilha sonora original e diálogos poéticos, Candim consegue ser também um tocante texto sobre valorização de nossas raízes. Carlinhos Rodrigues, no papel de Candim, está muito bem. Seu gestual é perfeito tanto como o Portinari na velhice quanto na infância. Aliás, ele faz essa transição duas vezes e de forma inteligente, sensível. Numa delas, a mudança de época se dá à vista do público. O ator tira a blusa, põe os óculos, penteia os cabelos, tudo na frente da platéia – e isso acaba virando um detalhe importante, pois revela à garotada, de forma sutil, os truques de que é feita a magia do teatro.

 

 Recomendada.

(O ESTADO DE S.PAULO, Guia do Caderno 2, 27/Set/02)

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“Candim” mostra a          

infância de Portinari        

 

Mônica Rodrigues da Costa                

                  

“Candim” conta a história de vida de Cândido Portinari (1903-1962) em competentes interpretações de Carlinhos Rodrigues e Drika Vieira. Aproveitando o estilo de comentar biografias de pintores, desenvolvido pela dupla com propriedade, os atores mostram a relação de amizade entre Candim e a menina Janelise.

Os autores e diretores, Rodrigues e Vieira, apresentaram peças sobre “Vincent – por um toque de amarelo”(1999) e “Marc e Bella num Sonho Azul”, sobre o pintor Marc Chagall (2.001).

 

 (FOLHA DE S.PAULO Guia da Folha – 16/Agosto/2.002)

 

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“Um derramamento poético é o que se pode dizer desse simples, poético e emocionante “Candim”. A Cia da Casa Amarela há tempos vem fazendo um trabalho sério e competente no universo da criança. E esmera-se, burila-se, cresce a cada espetáculo. A opção por pintores está nas cores da alma. Desta vez também no universo caipira dos dois componentes no seu terceiro espetáculo: Van Gogh, Chagall e agora Portinari. Um aperfeiçoamento na dramaturgia, clara, objetiva, bem humorada, no trabalho do ator, construção dos personagens crianças, sem cair na caricatura, com verdade, entrega, paixão. Fazer o Candim envelhecido e doente, sem nenhum recurso de maquiagem, somente com o trabalho corporal, facial, binômio corpo-voz funcionando, detalhes da obra do autor, seus medos, suas paixões, sua coragem, a busca do sonho, lições e informações para a platéia, sem cair no didatismo, platéia que viu e ouviu encantada, atenta o tempo todo e saiu enriquecida. Assim como nós, crianças um pouco mais antigas. Trilha sonora de muito bom gosto e qualidade, criação exclusiva, com a viola caipira que melhor representa a alma brasileira. Iluminação precisa e simples complementando o todo poético. Cenário que se transforma e remete à pequena Brodoswki e à obra do pintor. Figurinos adequados ao todo, enfim um espetáculo pleno de paixão, amor pelo teatro, pelo trabalho e sobretudo como dizem os autores: pelo compromisso com a criança.”

ANTONIO JOSÉ DO VALLE

Antonio José do Valle é formado em direção teatral pela ECA/USP. Cursou a Écolle Jaques Lecco, em Paris/França. Realizou cursos e dirigiu dois espetáculos em Porto/Portugal. Premiado pela APCA, Mambembe, Molière, APETESP. É jurado nos principais festivais de teatro do Brasil.

 

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“Com a excelente proposta de apresentar grandes pintores às crianças, através do teatro, a Cia da Casa Amarela escolheu para encerrar a trilogia, iniciada com Van Gogh e Marc Chagall, o pintor brasileiro Cândido Portinari, centrando a história com a sua vida de menino do interior, em Brodowski. O texto tem situações dramáticas, líricas, cômicas e trata de temas importantes como a necessidade de lutar para conseguir os objetivos e como vencer o mundo.

O espetáculo representa um salto de qualidade em relação aos anteriores. Com perfeito entrosamento do texto, direção, interpretação, cenografia, o espetáculo – apesar do seu caráter fragmentário – apresenta um resultado de alto nível artístico, demonstrando respeito à inteligência e à sensibilidade do público jovem. A platéia acompanha com emoção, com alegria, com seriedade o espetáculo todo que inicia com um prólogo e termina com um epílogo de Portinari já velho, à beira de seu desaparecimento, deixando uma grande obra que inspira belos espetáculos como este."

CLÓVIS GARCIA

 

Clóvis Garcia é Doutor em Artes pela ECA/USP. Ator, diretor, cenógrafo, figurinista. Crítico teatral desde 1.951 na revista “Cruzeiro”, nos jornais “A Nação”, “O Estado de S.Paulo” e “Jornal da Tarde”. Professor da ECA, é orientador de pesquisas, mestrado e doutorado.

 

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 “Tenho tido a felicidade de acompanhar um número bastante significativo de festivais de teatro no Estado de São Paulo ao longo da minha já não tão pequena vida. Não são poucas as boas lembranças que tais encontros  provocam. Algumas se diluem na memória, ficam difusas, como se fossem vitaminas da alma. Tornam-se sensações. Outras permanecem vivas e volta e meia, voltam ao circuito do pensamento, como se fossem faróis indicadores do caminho bom para se tomar na arte e na vida. Ainda estão nítidas, fortes.  É assim que vejo, dentro de mim, a lembrança de Candim, o belíssimo espetáculo que a Cia da Casa Amarela, nas figuras de Drika Vieira e Carlinhos Rodrigues, ofereceu ao público do Teatro Municipal de São José do Rio Preto, em 2003. É uma recordação viva, quente. Espetáculo simples e que cumpre, lindamente, a nobre tarefa que o teatro tem, que é a de fazer com que olhemos o mundo que nos rodeia e nos olhemos com olhares mais vastos do que aqueles que tínhamos antes de assistir à peça. No espetáculo Portinari é fonte e pretexto. Ficamos sabendo mais de sua história, e a forma como ela é contada faz com que pensemos mais na nossa. A beleza e a doçura do trabalho de Drika e Carlinhos traduzem com grande habilidade a beleza e doçura existentes na obra de Portinari. E a espalham, criando sua própria obra.”

GABRIELA RABELO

Dramaturga, Diretora, Atriz, Educadora e Produtora Teatral. São Paulo.

 

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“As experiências vividas na infância marcam a vida de todas as pessoas. Elas constituem um fator determinante para as escolhas da vida adulta. É o que nos mostra o espetáculo “Candim”, que traz ao palco a vida de Cândido Portinari. A peça mostra o artista em seus últimos momentos de vida, para então voltar no tempo e reconstituir sua trajetória, sua infância e juventude e sua necessidade imperiosa de expressá-las através da pintura. À platéia, é oferecida a experiência única de vivenciar todo o prazer que o teatro pode proporcionar: um bom texto, um belo cenário, uma melodiosa trilha sonora e as excelentes interpretações dos atores. Ao público infantil em especial, o espetáculo mostra, sem temores, as grandes questões que a vida engendra: as paixões, a morte, os medos. Com carinho e sem didatismo, a peça conta de que matéria é feito um artista. E o mais importante: por mais famoso que seja, ou por mais bela que seja sua obra, também ele foi criança um dia. Com esse recurso, “Candim”, afetuosamente, aproxima a criança do artista e da arte. Estar na platéia de “Candim” é uma experiência marcante e inesquecível, assim como o aroma da terra vermelha e das flores do campo."

CIBELE TROYANO

Atriz e mestra em teatro educação pela USP. Como atriz trabalhou em diversos espetáculos infanto-juvenis. Leciona teatro em SP e prepara um livro baseado em sua dissertação de mestrado: “O enigma da morte no teatro de Vladimir Capella” 

 

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"Um espetáculo despojado, sintético e lírico. Com um mínimo de recursos cênicos, o espetáculo conseguiu passar ao público com eficiência momentos da poesia e da vida malograda do poeta, alcançando um bom resultado dramático."

 

Renata Pallotini

dramaturga, poetisa e tradutora, São Paulo/SP

Fausto Fuser

crítico teatral, São Paulo/SP

Antonio JOSÉ do Valle

diretor teatral, São Paulo/SP

  

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“A Cia da Casa Amarela vem se dedicando a apresentar ao público jovem, espetáculos com o tema de grandes artistas. Depois de abordar a vida de pintores, agora é a vez dos escritores e para começar, escolheram Garcia Lorca, o grande poeta e dramaturgo espanhol, morto pelos franquistas. A escolha não poderia ser mais feliz devido a importância de Lorca para o teatro moderno, pela sua atuação também como encenador ambulante. Além do personagem principal, o texto permite abordar outros temas importantes como o da responsabilidade social do artista e, principalmente, o grande tema da morte. A encenação, além da boa atuação dos atores, tem um clima poético, que avulta com uma grande e despojada árvore multi-simbólica e tem uma qualidade estética que cumpre uma das grandes funções do Teatro que é oferecer ao público jovem a poesia de que necessitam para se completarem como seres humanos."

 

CLÓVIS GARCIA

São Paulo/SP

Doutor em Artes e professor Emérito da Universidade de São Paulo. Professor de Graduação e Pós-Graduação da ECA/USP. Foi crítico teatral de “O Estado de São Paulo” (teatro para adultos) e do “Jornal da Tarde” (teatro para crianças e adolescentes). Foi ator, tendo estreado em 1949 em teatro infantil, diretor, cenógrafo e figurinista. Foi diretor do Serviço Nacional de Teatro, presidente da Comissão Estadual de Teatro e membro de entidades nacionais e internacionais.

 

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“O espetáculo que fala de morte, foi além desse propósito (aliás, plenamente alcançado): Drika e Carlinhos construíram uma fábula sobre aceitação do outro, do diferente, tema essencial nestes dias marcados pela dificuldade em se conviver com as ‘diferenças’. Eles reafirmaram a alta qualidade artística da companhia que formaram há quase uma década, dedicada exclusivamente ao trabalho para crianças. Cia exemplar, quer pela excelência dramatúrgica, quer por suas ótimas atuações como intérpretes. ‘Nina e Carambola’, obra poética e inteligente que respeita e honra a inteligência das crianças às quais se destina”.

SEBASTIÃO MILARÉ

Teórico e crítico teatral desde os anos 70, dedicou seus estudos principalmente à obra de Antunes Filho. É corresponde e crítico de importantes revistas estrangeiras, sendo um dos integrantes do Centro Latino Americano de Investigación Teatral, CELCIT, promotor de eventos e publicações.

Colaborador da revista Bravo! 

 

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“NINA E CARAMBOLA é desenvolvido com poesia e humanidade, porque só através da aceitação das diferenças é que viveremos num mundo de paz! Tudo resulta num espetáculo essencial para as crianças e importante na trajetória do grupo. O elenco está integrado, a cenografia, iluminação e figurinos servem gentilmente às idéias dos criadores.”

 

SÉRGIO FERRARA

Diretor de Teatro. Depois que deixou o CPT (Centro de Pesquisa Teatral) supervisionado pelo diretor Antunes Filho, dirigiu espetáculos como Antígona de Sófocles na jornada Sesc de teatro com o ator Paulo Autran, Tarsila de Maria Adelaide Amaral, Barrela e Abajur Lilás de Plínio Marcos, Mãe Coragem e seus filhos de Brecht com a atriz Maria Alice Vergueiro. Recebeu o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor diretor pelo espetáculo Pobre Super-Homem.

 

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“A peça é um exercício de sensibilidade... Professores sensíveis saberão ver em Vincent uma atividade extracurricular imperdível para os alunos... O casal de atores demonstra mais uma vez que funciona com a química certa no palco”

DIB CARNEIRO NETO

O ESTADO DE S.PAULO

 

 

"A peça ilumina a obra de Van Gogh!”

MÔNICA RODRIGUES COSTA

FOLHA DE S.PAULO

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"BELA FLOR BELA é um Belo Espetáculo!!!”

CLÓVIS GARCIA

São Paulo/SP

Doutor em Artes e professor Emérito da Universidade de São Paulo. Professor de Graduação e Pós-Graduação da ECA/USP. Foi crítico teatral de “O Estado de São Paulo” (teatro para adultos) e do “Jornal da Tarde” (teatro para crianças e adolescentes). Foi ator, tendo estreado em 1949 em teatro infantil, diretor, cenógrafo e figurinista. Foi diretor do Serviço Nacional de Teatro, presidente da Comissão Estadual de Teatro e membro de entidades nacionais e internacionais.